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“Não basta só o Marketing se orientar por dados. É preciso gerar soluções com estes dados”, diz Martha Gabriel, futurista e autora
19 de abril de 2022

O ano é 2022 e as tendências de Marketing e novas tecnologias parecem atingir uma proporção em que nós, profissionais de Marketing, nos pegamos muitas vezes “patinando” para dominar e aplicar estratégias com resultados reais em performance.

Enquanto novas redes sociais emergem (olá, TikTok!), outras já consolidadas no mercado não param de se atualizar e trazer novas funcionalidades pensando na criação de conteúdo (não apenas de marcas, mas principalmente de creators) e, claro, acima de tudo, retenção do usuário—que hoje já nem precisa sair da rede social para efetuar uma compra. 

Some isso a uma crescente (e necessária) preocupação sobre a mudança na política de proteção de dados pessoais em um cenário onde os cookies parecem estar com os dias contatos, em um instante em que nunca antes foi tão importante ter uma base sólida de mídia própria e obtenção de dados primários para poder personalizar suas campanhas.

E, claro, nem começamos a falar sobre alguns recursos em ascenção este ano: NFTs, Metaverso, Cryptos, Tokens… a lista segue.

Tais avanços tecnológicos resultam em mudanças significativas no comportamento do consumidor. Portanto, é imprescindível que profissionais de Marketing e empresas entendam o que é necessário para evoluir sua visão estratégica e se adaptar às diversas transformações e inovações deste novo ambiente digital.

Como coloca Martha Gabriel, uma das principais pensadoras digitais do Brasil: “os resultados dependem não apenas dos dados, mas também do processo de transformar esses dados em conhecimento e ação.”

Ela participa nesta terça-feira, dia 19, às 17h, da Jam Session, webinar gratuito da Rock Content para ajudar profissionais de Marketing e vendas a escalarem seus negócios (faça já sua inscrição!). 

Autora dos best-sellers Marketing na Era Digital, Educar: a (r)evolução digital na educação e Você, Eu e os Robôs, Martha é um ícone multidisciplinar nas áreas de negócios, tendências e inovação. Palestrante em 6 TEDx, keynote internacional com mais de 80 apresentações no exterior, ganhou três vezes o prêmio de melhor palestra em eventos dos Estados Unidos. 

A autora adiantou para nosso blog alguns dos assuntos que você verá na Jam Session. Confira!

“A mudança na política de proteção de dados pessoais e o fim do suporte a cookies forçarão as marcas a investir cada vez mais em mídia própria e obtenção de dados primários para poder personalizar suas campanhas.”

Martha Gabriel

Rock Content: As redes sociais estão cada vez mais incorporando novas funções em suas plataformas. Seja para encorajar a monetização e o trabalho de marcas junto aos creators até facilitar o social commerce ou simplesmente aumentar a retenção.

Quais são as principais oportunidades que as marcas precisam prestar atenção diante desse “multiverso” dentro das redes sociais? 

Martha Gabriel: A proliferação de funcionalidades nas plataformas de redes sociais tem permitido que as pessoas façam cada vez mais atividades online (inclusive funções que não eram possíveis antes), além de trazer possibilidades cada vez mais ricas de personalização e criação de conteúdos. 

Como consequência, vemos um aumento do tempo gasto pelas pessoas nessas plataformas e da qualidade da experiência que usufruem online. Isso promove mais oportunidades para interação das pessoas com as marcas, creators e entre si, facilitando colabs e a produção de UGC (User Generated Content – Conteúdo Gerado pelos Usuários), trazendo novas oportunidades para a criação de estratégias de alcance orgânico. 

No entanto, por mais que se amplie a produção de conteúdo e que se passe mais tempo online, a atenção das pessoas é limitada. Junte-se a isso o crescente aumento da complexidade do ambiente e a fragmentação. Nesse sentido, para obter e ampliar resultados, as marcas precisam conhecer cada vez melhor as especificidades e potencialidades de cada plataforma e o comportamento dos usuários em cada uma delas para desenvolver estratégias de transmídia storytelling, extraindo o máximo potencial do conteúdo produzido.

RC: Criptos e tokens como NFTs estão entre os assuntos mais discutidos atualmente como “tendências para o futuro do Marketing”. Como essas novas tecnologias podem, de fato, influenciar as estratégias das marcas e gerar oportunidades?

MG: Dois fatores são fundamentais para que exista um mercado: 1) bens para serem transacionados; 2) formas para realizar transações, como trocar ou comercializar. Na última década, as criptomoedas passaram a contribuir para o segundo fator, e recentemente os NFTs têm ampliado o primeiro. 

Antes dos NFTs (Non-fungible tokens ou tokens não fungíveis, em português), não era possível se registrar bens infungíveis digitais como, por exemplo, artes, propriedades digitais, momentos etc. A partir dos NFTs em blockchain, não apenas esses registros se tornaram viáveis, como também o registro de qualquer experiência única – sejam elas digitais ou físicas, tangíveis ou intangíveis. Com isso, os NFTs permitem um aumento significativo da quantidade de bens existentes no mercado, além de estratégias inéditas com produtos digitais e experiências – como skins, acessos, entradas de shows, etc –, bem como a possibilidade de fragmentação de produtos para comercialização. 

O Twitter e o Instagram já deram os primeiros passos em relação à adoção dos NFTs, com planos para os usuários poderem monetizar ou exibir seus tokens. Devemos ver cada vez mais plataformas aderindo a esse tipo de movimento, de forma que os NFTs tendem a representar uma verdadeira fusão de experiências entre os universos online e offline, criando oportunidades para as marcas que souberem utilizá-las estrategicamente.

RC: No livro MKT na Era Digital – O Futuro do Marketing, organizado por você e de sua co-autoria, há um capitulo dedicado a explicar a diferença entre uma empresa orientada por dados e outra que também é um martech, indicando que a segunda opção é a melhor. Pode explicar um pouco deste conceito para nosso público?

MG: Uma empresa orientada por dados é uma empresa que utiliza dados para guiar a tomada de decisões. No entanto, os resultados dependem não apenas dos dados, mas também do processo de transformar esses dados em conhecimento e ação. Assim, não basta apenas uma empresa ser orientada por dados – é necessário também que ela amplie o potencial desses dados em gerar soluções, o que normalmente acontece por meio da tecnologia. 

Por exemplo, existem empresas que utilizam tecnologia e dados para oferecer soluções que ajudam a melhorar o funcionamento do sistema de saúde – as healthtechs –, outras para baratear soluções em energia – as enertechs -, outras para trazer inovação para a agricultura – as agritechs –, e assim por diante. Quando o foco da empresa é usar tecnologia e dados para alavancar o marketing, temos uma martech. Portanto, além de ser orientada por dados, as martechs utilizam tecnologia para desenvolver soluções de Marketing, como, por exemplo, automação de Marketing, IA (Inteligência Artificial) para análise de sentimento ou predição de comportamento do consumidor, IA para a criação de conteúdos, uso de reconhecimento facial para agilizar pagamentos, etc.

RC: Ainda em relação a dados: o que os profissionais precisam se atentar hoje para sobreviver em um futuro extremamente voltado para a proteção de informações pessoais, e onde os cookies parecem estar com os dias contados?

MG: A mudança na política de proteção de dados pessoais e o fim do suporte a cookies forçarão as marcas a investir cada vez mais em mídia própria e obtenção de dados primários para poder personalizar suas campanhas – para tanto, os profissionais de Marketing deverão criar estratégias cada vez mais eficientes de atração para que seus públicos desejem fazer parte das ações e para criar relacionamento para que permaneçam. 

Como nos ensina as palavras de Mario Quintana: “O segredo não é correr atrás das borboletas, mas cuidar do seu jardim para que elas venham até você.” Neste sentido, criar estratégias que envolvem Marketing de busca, mídias sociais, infotenimento (informação + entretenimento), creators e UGC estão entre as melhores opções para se “cuidar do jardim”, ou, em outras palavras, conseguir resultados. 

Segundo pesquisa da WARC e Publicis Group, creators impulsionam a descoberta de produtos (78%), educam e informam (76%) e inspiram o público a experimentar novos produtos (73%). Em média, 77% dos consumidores dizem que as plataformas sociais os ajudam a ter ideia sobre marcas e produtos até então desconhecidos.

RC: Que outras tendências importantes para o futuro do Marketing podemos esperar serem discutidas em nossa Jam Session? 

MG: Vamos conversar sobre as tendências que apresentamos no livro TRENDS Marketing na Era Digital: O Futuro do Marketing e porque devemos inclui-las no nosso radar e cada vez mais nas estratégias de marketing para obtermos resultados.

Não perca a conversa ao vivo com Martha Gabriel nesta terça, dia 21, às 17h. É grátis e você poderá fazer perguntas. É só fazer sua inscrição!

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